09/10/2008

“ Antes de DESTRUIR, PRESERVE “

Falar sobre MEGOLA é como tentar falar sobre as LAMBRETTAS brasileiras ... pouco se foi armazenado em termos de história.

Do pouco que tenho, deixo mais as imagens para que exercitemos o nosso imaginário, e para que contemplemos e resgatemos a grande capacidade humana em criar e evoluir.


Posto isso temos que a famosa MEGOLA foi projetada por MEixner, GOckerell e LAndgrave, e construída em Munique a partir de 1921 até 1925.

O quadro era feito com soldas em chapas rebitadas, e o motor era radial de cinco cilindros com 640cc e 14 HP posicionado na roda dianteira, e não tinham embreagem, transmissão ou ponto morto. O elevado torque do motor permitia se acelerar a partir de (quase) zero hm/h até a velocidade máxima em uma única marcha.

Para se parar, o motor tinha que ser desligado; para se dar partida você empurrava a moto até começar rodar novamente. Fico imaginando isso em uma cidade moderna com milhares de semáforos vermelhos ...

A câmera da roda da frente tinha um design especial : ela era um circulo aberto, o que permitia que a mesma pudesse ser trocada sem se tirar a roda dianteira, e o motor inclusive. A suspensão dianteira usava molas semi-elípticas.



A MEGOLA foi bem sucedida em corridas com os pilotos Toni Bauhofer, Josef Stelzer e Albin Tommasi. A velocidade máxima obtida pelas MEGOLAs era de 140 km por hora. Somente 2000 unidades foram construídas, e calculasse que apenas 10 unidades estejam rodando no mundo inteiro.

Hoje, a MEGOLA é uma das mais raras e interessantes motocicletas clássicas no mundo.
Finalizando, digo que antes de destruir, temos que preservar e difundir, pois já estamos vendo a atual geração sem referencia ate sobre discos de vinil, imaginemos então veículos dos primeiros tempos ...

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